sexta-feira, 25 de maio de 2018
 
 
  EDMILSON BARROS - CONSULTORIA E ASSESSORIA EM DIREITO MÉDICO
 
   
   
Médico pega oito anos de prisão no regime semi-aberto
   

Terminou às 22h30 de ontem (14) o julgamento do ex-médico Marcelo Caron, que foi condenado pelo 1º Tribunal do Júri de Goiânia a 8 anos de reclusão em regime semi-aberto, a ser cumprido na Penitenciária Odenir Guimarães.  O juiz Jesseir Coelho de Alcântara autorizou o réu a recorrer em liberdade.

Caron também foi condenado ao pagamento de R$ 30 mil de indenização por danos morais causados à família da advogada Janet Virgínia Novais Falleiro.

Após a leitura da sentença, a família da vítima se abraçou e comemorou o resultado. “A justiça foi feita e essa condenação é só o começo; outras virão, pois todas as vítimas dele merecem ser reparadas" - comentou Clélia Novaes, mãe da advogada falecida.

Durante os debates orais, a defesa de Caron sustentou as teses de negativa de autoria e, alternativamente, de desclassificação para homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Contudo, os jurados rejeitaram as duas, prevalecendo a tese acusatória de dolo eventual, que ocorre quando o réu, embora não tenha vontade, assume o risco de provocar o resultado morte.

A sessão durou mais de 14 horas e foi marcada por muita tecnicidade médica. Caron foi interrogado por duas horas e tentou convencer o conselho de sentença de sua inocência, afirmando que a morte da vítima ocorreu em decorrência dos procedimentos adotados pela equipe que tratou de Janet após a perfuração de seu intestino pela cânula de lipoaspiração.

Concunhada de Caron, Janet morreu em 14 de janeiro de 2001, cinco dias após submeter-se ao procedimento de lipoaspiração no Hospital e Maternidade Vida. Com o surgimento das complicações, ela foi encaminhada ao Hospital Urológico e, em seguida, ao Hospital Santa Helena, mas não sobreviveu a um quadro de septicemia.

Caron, que não tem especialização em cirurgia plástica, é acusado de outras três mortes em Goiás e no Distrito Federal, e responde também por lesões corporais em 29 pacientes. Depois que as denúncias vieram à tona e os casos foram investigados, o registro profissional de Caron foi cassado pelo Conselho Federal de Medicina.

Esta foi a primeira vez que ele foi a júri popular. O ex-médico mora no Rio Grande do Norte e estava respondendo ao processo em liberdade. (Com informações do TJ-GO e da redação do Espaço Vital )

Fonte: Espaço Vital

  
  

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